A era do café e o desenvolvimento da economia

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São Paulo à época do café Foto: Divulgação

São Paulo à época do café
17 de dezembro de 2003
Foto: Divulgação

Flávia Mangini
A economia da cidade estava estagnada, e a língua oficial era o tupi-guarani. O rio Tietê, por exemplo, levou esse nome porque Ty significa rio. Ete, verdadeiro, legítimo. O único rio que nasce, corre e deságua em território paulista. A ladeira Porto Geral, no centro, era um porto do Tietê. Por isso leva esse nome. Em 1822, Dom Pedro I proclamou a independência do Brasil e, só em 1830, São Paulo passaria de cidade de barro à cidade do café.

Ao contrário dos dias de hoje, as pessoas andavam muito a pé. Os rios Tamanduateí e Anhangabaú eram cruzados por barcos ou pontes de madeira. E do outro lado deles, ficava a fazenda do Morumbi, primeira a ter plantação de chá no País, ainda no século 19.

São Paulo mudou. Os fazendeiros se tornaram os barões do café. Deixaram o interior e vieram morar na capital. Foi criado o Jardim da Luz, o primeiro jardim público da cidade. O comércio se desenvolveu. Abriram livrarias, lojas de roupas com trajes da última moda na Europa. Foi aberto o mercado central. Surgiram os jornais, as editoras, os teatros.

São Paulo se desenvolvia rapidamente. A cidade de barro já não era mais a mesma. O café tinha atraído a atenção do mundo para cá. Enfim, construíram as primeiras ferrovias da cidade, para facilitar o acesso ao interior. A São Paulo Railway, em 1846, a Sorocabana, em 1871 e a famosa Central do Brasil, em 1875.

Redação Terra
  1. Grupo de trabalhadores colhem café em uma das fazendas que marcaram o primeiro ciclo de desenvolvimento econômico da cidade. Imagem do acervo da Biblioteca Mário de Andrade.
    18 de dezembro de 2003 • 11h11
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  2. Em 1898, uma vista arborizada da Avenida Paulista, onde viviam alguns dos barões do café. Imagem do acervo da Biblioteca Mário de Andrade.
    18 de dezembro de 2003 • 11h11
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  3. Vista panorâmica da Avenida Paulista no início do século XX. Aqui moravam os barões do café. Imagem do acervo da Biblioteca Mário de Andrade.
    18 de dezembro de 2003 • 11h11
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  4. Os mais belos casarões de São Paulo ficavam na Avenida Paulista do início do século XX, com muitas árvores e imensos espaços verdes. Imagem do acervo da Biblioteca Mário de Andrade.
    18 de dezembro de 2003 • 11h11
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  5. O Palacete von Bullow, na esquina da Avenida Paulista com Alameda Campinas, é um exemplo da riqueza da cidade no final do século XIX. Imagem do acervo da Biblioteca Mário de Andrade.
    18 de dezembro de 2003 • 11h11
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