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| A roqueira Rita Lee |
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Um dos destaques do novo disco da roqueira Rita Lee, As Mina de Sampa brinca com as vaidades das garotas paulistanas "que querem grana, um cara bacana" e são "modernas, eternas dondocas". Mais do que escrever uma critica, Rita quis fazer uma ode para as garotas de São Paulo.
"Disseram que eu falei mal das meninas de São Paulo. E eu falei mesmo, mas o que é que eu sou? Quiz dizer que a carioca tem fama de gostosona, as baianas também e que as paulistas são tudo, não têm uma personalidade, aqui a gente tem meninas que vão à Daslu e meninas intelectuais e meninas que trabalham duro, não tem um esteriótipo", analisou a roqueira em entrevista para a Rádio Mix FM. Veja, abaixo, a letra de As Mina de Sampa:
As Mina de Sampa
(Rita Lee / Roberto de Carvalho)
As mina de Sampa são branquelas que só elas, pudera!
Praia de paulista é o Ibirapuera.
As mina de Sampa querem grana, um cara bacana, de poder!
Um jeito americanês de sobreviver.
As mina de Sampa são modernas, eternas dondocas!
Mas pra sambar no pé tem que nascer carioca.
Tem mina de Sampa que é discreta, concreta, uma lady!
Nas rêivi ela é véri, véri krêizi.
Eu gosto as pampa das mina de Sampa!
As mina de Sampa estão na moda, na roda, no rock, no enfoque!
É do Paraguai a grife made in Nova Iorque.
As mina de Sampa dizem mortandeila, berinjeila, apartameintu!
Sotaque do bixiga, nena, cem pur ceintu.
As mina de Sampa conhecem a Bahia, por fotografia, que natureza!
Toda menina baiana vive na maior moleza.
As mina de Sampa dão duro no trampo, no banco, mãos ao alto!
Ou dá ou desce ou desocupa o asfalto.
Eu gosto às pampa das mina de Sampa!
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