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SP 450 anos
A Primeira Guerra Mundial e a crise de 1929
 
Flávia Mangini
 
Divulgação
Vista do Viaduto Santa Ifigênia em construção
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A primeira grande guerra estourou e a indústria têxtil paulistana ganhou seu espaço no mercado internacional. A cidade deu início à dívida externa com a construção do Viaduto Santa Ifigênia. A obra foi realizada graças a um empréstimo feito junto à Inglaterra, o primeiro financiamento feito por São Paulo até então. A inauguração aconteceu em 1913. Toda sua estrutura de metal foi fabricada na Bélgica. Na época em que foi inaugurado, o viaduto facilitava o trânsito de carruagens e bondes entre os dois lados do vale do Anhangabaú. Hoje, serve apenas para o trânsito de pedestres.

Paralelamente, crescia o movimento operário, liderado sobretudo pelos italianos e em 1917 São Paulo viveu seus primeiros dias de greve.

A guerra acabou e os paulistanos caíram na farra. Conheceram os prazeres da dança, das corridas de carros, dos jogos de futebol e do carnaval. Em 1922, São Paulo sediou a Semana de Arte Moderna, no Theatro Municipal. A identidade nacional estava na moda. À frente do movimento nacionalista, Oswald e Mário de Andrade.

A crise de 1929 devastou a economia paulistana sustentada pelo café e a Revolução Constitucionalista provocou novas mudanças na cidade. O Mercado Municipal, obra do arquiteto Ramos de Azevedo, começou a ser construído em 1928, mas só foi inaugurado em 25 de janeiro de 1933. A obra foi concluída em 1932, época em que estourou a revolução. O mercadão foi usado para guardar armas.

Getúlio Vargas, empossado na Revolução de 30, era criticado. A Pinacoteca teve seu prédio danificado pelos manifestantes. Mas São Paulo era uma cidade valente. Continuou a crescer e, em 1933, foi fundada a Universidade de São Paulo (USP), a primeira do Brasil.


 
Redação Terra